terça-feira, 16 de agosto de 2022

GASPAR SILVEIRA

 GASPAR SILVEIRA era primo irmão de TALITA. Ele era filho de DARIO ELAUTERIO SILVA e de uma das irmãs da GLORIA chamada GEMINA. GASPAR morou por uns tempos na Granja da Glória juntamente com seus pais e seus outros irmãos. Aliás, lembro o nome de alguns deles: Altofe, Aliatar, Neto, Leo, Almi, Ada, Bernardina, Anita, ... 

GASPAR lá pelos anos 50 namorou uma moça da região de Caçapava. Em determinado momento Gaspar desistiu do casamento. Os pais da moça descontentes com a situação registraram uma ocorrência por crime de sedução na época previsto no artigo 217 do Código Penal Brasileiro, crime esse revogado posteriormente na legislação de 2005. Esse fato deu origem a um longo processo e meu pai Içaci, na ocasião, atendendo pedido de Gaspar, a título de contribuir com sua  defesa, escreveu uma carta a seus defensores, advogados ALTER CINTRA e WALTER GIORDANO ALVES em Porto Alegre, solicitando  agilidade e o bom empenho no curso daquele procedimento " ... rapaz nascido e criado na serra de Santa Bábara, c/. muito pouca escola. Ajude-o ..."   

Segue abaixo manuscrito da carta em seu inteiro teor

GASPAR SILVEIRA

 


RIVADAVIA E OLAVO GUTERRES = TIOS DO IÇACI



 

CARTA DO IÇACI SOBRE COMPRA DA CARRETA


 

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

CARRETA DOS FRIGGI


 

HISTÓRIA DE UMA CARRETA

No interior do município de Caçapava do Sul na localidade denominada SANTA BÁRBARA, 6º Distrito, nasceu minha mãe MARIA TALITA SILVEIRA GUTERRES, filha de Barnabé Silveira Netto e de Glória Machado Silveira. Era a terceira filha, no entanto seus dois irmãos mais velhos já haviam falecido. VASCO com a idade de sete anos e ICAMOIN com menos de um ano de vida. GLÓRIA estava grávida de TALITA quando desavença por motivos de política, na cidade de Caçapava, em uma troca de tiros com desafetos, vitimou respectivamente o pai e o marido de GLÓRIA. 

O nome da cidade, da língua Tupi Guarani quer dizer "CLAREIRA DA MATA". De fato, o local das terras onde nasceu Talita é uma extensa várzea de terras produtivas posteriormente denominada GRANJA DA GLÓRIA. É cercada de montanhas, entre as quais a famosa PEDRA DO SEGREDO, visível ao nordeste da Granja que fica localizada entre os pequenos rios LANCEIRO e SANTA BÁRBARA. 

A família SILVEIRA possuiu nessa região uma grande fazenda que com o tempo foi se dividindo entre os muitos herdeiros, ficando  minha  mãe com a área de 56 hectares. Uma das fotos mostra a marca (usada na marcação do gado) de dois esses (letra S) como se tivessem sido jogados ao chão caindo um sobre o outro. Residiu muitos anos no local Ernesto Reinstein, natural de Formigueiro,  que foi levado para lá juntamente com sua família na data de 6 de dezembro de 1959, na qualidade de Capataz e Caseiro, conforme anotações de meu pai Içaci. 

Outros dois documentos, um de 24 de novembro e outro de 13 de dezembro de 1958 mostram as tratativas de meu pai para a compra de uma carreta de uma marcenaria, carpintaria e ferraria da Vila Mata, na época distrito de General Vargas, hoje, respectivamente municípios de Mata e São Vicente do Sul. 

A MARCA DA FAZENDA


 


 


 

ATESTADO DE TRABALHO

Dois documentos interessantes. Um deles um Atestado datado de 31 de março de 1941 que informa o vínculo de trabalho de Içaci com Neugebauer desde 1º de outubro de 1938. Detalhe importante é que na época a autenticação em Cartório se efetivava com a aposição de selos na parte final que correspondiam ao valor a ser pago pelo solicitante. Esses selos eram relativos ao Imposto do Sello do Tesouro Nacional. Detalhe que a unidade monetária da época era o Real, utilizada no Brasil desde sua colonização até 5 de outubro de 1942 quando foi substituída pelo Cruzeiro na razão de 1 cruzeiro por 1 mil-réis. Como essa unidade monetária não era fracionável o uso do termo RÉIS no plural era predominante. É possível ver três selos maiores, sendo um de 1000 réis de cor verde e dois de 300 réis de cor vermelha e três selos menores, sendo 1 de cor alaranjada de 100 réis e os dois últimos de cor vermelha, sendo um de 200 réis e o último de 1000 réis.  

O outro documento é um rascunho de TELEGRAMA, expediente muito usado na época para transmitir mensagens a terceiros. No caso, refere-se a um telegrama datado de 5 de agosto de 1957 endereçado ao Neugebauer informando sobre um cliente da firma, o comerciante Nelson Silva, que deveria comparecer na fábrica para tratar de assuntos de seu interesse.  

IÇACI E NEUGEBAUER



 

domingo, 14 de agosto de 2022

CASAMENTO IÇACI E TALITA - CERTIDÃO

 Local do casamento, Avenida Rio Branco, 138, às 17h15min do dia  20 de dezembro de 1945. Consta no documento a data de falecimento de JOAQUIM GUTERRES, pai de IÇACI, como sendo em Uruguaiana no ano de 1930. Consta ainda a data de nascimento de ROSÁRIA, 1887 e 1897 como de nascimento de  GLÓRIA MACHADO SILVEIRA. Destaca-se que BARNABÉ SILVEIRA NETTO, pai de TALITA, foi morto em Caçapava do Sul em 1922 e portanto TALITA nascida em 1923, não chegou a conhecer seu pai. Por outro lado, foram testemunhas do casamento o viajante LUIZ CAPRA de 44 anos e sua esposa OLÍVIA CAPRA, ambos de Santa Maria e GERT PACHALI, funcionário público de 67 anos e sua esposa MARIA PACHALI, os dois da cidade de Cachoeira do Sul. 

CASAMENTO IÇACI E TALITA EM 20 DE DEZEMBRO DE 1945


 

CASAMENTO IÇACI E TALITA EM 20 DE DEZEMBRO DE 1945


 

TRINDADE IÇACI GUTERRES

 Hoje em homenagem ao Dia dos Pais faço esta publicação referente a dados do nascimento de Içaci,  meu saudoso pai, nascido em 02 de junho de 1912 na cidade de Uruguaiana, RS e falecido em 13 de novembro de 1972 na cidade de Porto Alegre, RS. Destaco no mencionado documento sua filiação, Joaquim Guterres e Rosária Içaci Guterres. Avós paternos, Hipólito Guterres e Joaquina Guterres. Avós maternos, Adolfo Içaci e Eulália Lindmann. Interessante que a data do registro é de 4 de setembro do ano de 1945, possivelmente porque naquele tempo os registros eram realizados nas igrejas e somente após o Decreto nº 13.556 de 30 de setembro de 1943 passaram a ser efetivados também nos Cartórios de Registro Civil de Nascimentos e Óbitos.  

IÇACI, CERTIDÃO, URUGUAIANA