NOSTALGIA
Busquei nas ondas do mar,
Um momento de alegria,
Mas nem as ondas puderam,
Vencer minha nostalgia.
E enquanto as águas barrentas.
Se elevavam em turbilhão,
Mais eu sentia no peito,
O peso da solidão.
Solidão desse mistério,
Que nos fascina e arrebata,
Mormente quando na noite,
Surge a lua cor de prata.
É o quadro mais poético,
Que se pode admirar,
São mil mundos, num só mundo
Mil sonhos e somente o mar.
ENTARDECER
Não vês que a noite vem vindo,
O sol desapareceu
As flores murcharam suas pétalas
E a esperança morreu.
O sereno já prateia
A grama que cobre o chão,
Mal a vista delineia
Os vultos na escuridão.
Mas nem o negro da noite
Apaga nosso passado
E alegra o nosso presente.
Pois todo ser que vagueia,
Numa noite sem luar
Anda em busca de esperança
Que o amor não soube dar.
Quando a solidão oprime
Nem a esperança conforta,
É como regar a planta
Quando a raiz está morta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário